
Gustavo Oliveira do Amaral, presidente e superintendente geral da Fundação Educacional Severino Sombra, recebeu a Medalha Tiradentes, principal honraria concedida pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro a personalidades com relevantes serviços prestados à sociedade fluminense. A cerimônia ocorreu no dia 14 de agosto, no Centro de Convenções General Sombra, em Vassouras.
A honraria foi proposta pelo deputado estadual Gustavo Tutuca e aprovada por unanimidade no plenário da Alerj. O parlamentar veio a Vassouras fazer a entrega. A cerimônia contou com a presença da prefeita Rosi Silva, do presidente da Câmara Municipal de Vassouras, José Maria Vaz Capute, do vice-presidente da FUSVE, Cláudio Medeiros Guimarães, e do reitor da Universidade de Vassouras, Marco Antonio Soares de Souza.
Amaral assumiu a presidência da fundação em eleição antecipada, após a morte de Marco Capute, no Natal de 2022. Trabalhava ao lado dele desde 2012, quando foi convidado a ajudar na recuperação de uma instituição que atravessava a maior crise de sua história, com dívidas próximas de R$ 200 milhões, salários atrasados e perdas acadêmicas.
Em seu discurso, ele resumiu o método daqueles anos em duas frases: “Não fizemos milagres. Fizemos gestão.”
Os números da reconstrução sustentam a frase. A fundação tinha cerca de 2.500 alunos em 2012 e se aproxima hoje de 20 mil. Passou de aproximadamente mil colaboradores para perto de quatro mil. Em janeiro de 2024, concluiu a incorporação do Hospital Mário Kroeff.
“Aprendi que os números somente fazem sentido quando sabemos a quem eles servem. Eles representam alunos que tiveram acesso à educação. Representam professores e colaboradores. Representam médicos, enfermeiros e profissionais de saúde. Representam pacientes. Representam famílias. Representam vidas”, disse Amaral.
O discurso dedicou parte considerável do tempo ao projeto que a fundação hoje considera seu carro-chefe, o Centro de Protonterapia Mário Kroeff, primeiro do Brasil, em implantação na Barra da Tijuca.
“Se minha trajetória puder deixar algum legado, espero que seja este: gestão precisa de razão, disciplina e números. Mas as grandes transformações também precisam de propósito, coragem e coração”, afirmou.
